O tempo que a cidade leva das pessoas
Nesta edicao, voltamos a um tema que nao sai de pauta: quanto custa, em horas, chegar ao trabalho quando o transporte publico falha. A resposta muda dependendo do bairro em que se mora.
Quando começamos o Reach, há quatro anos, achávamos que o papel de uma revista de reportagem era contar histórias grandes. Hoje pensamos o contrário. As histórias que importam são pequenas e repetidas: a mulher que acorda às quatro da manhã para pegar o primeiro ônibus, o estudante que chega à faculdade já cansado, a mãe que perde a consulta porque o coletivo atrasou mais uma vez.
Reportagem longa não é sinônimo de texto longo. É sinônimo de tempo de escuta. Voltamos três vezes ao mesmo lugar, conversamos com quem mora ali, checamos os números que as prefeituras publicam e os que elas escondem. Demora. Por isso publicamos pouco — e devagar.
Nesta edição, trazemos uma série sobre deslocamento na periferia de Belo Horizonte, um ensaio sobre a memória dos cinemas de bairro e a história de uma cooperativa de costura em Recife. São histórias diferentes, ligadas pelo mesmo fio: pessoas que resistem quando a cidade parece feita para esquecê-las.
— A redação do Reach. Para conversar, escreva para [email protected].
Quatro horas para chegar: o custo invisivel do transporte na periferia de BH
Acompanhamos tres familias durante uma semana. Juntas, elas gastam o equivalente a dois dias de trabalho por mes dentro de onibus lotados.
A memoria dos cinemas de bairro e o que sumiu com eles
Em Sao Paulo, salas que lotavam aos domingos viraram igreja, estacionamento, nada. Um ensaio sobre a cidade que se apaga devagar.
Costureiras de um galpao abandonado em Recife
Como um grupo de moradoras transformou um espaco esquecido em renda e em vizinhança.